EmTaubaté

Falando sobre esta maravilhosa cidade

Os pontos turísticos de Taubaté vão muito além do que a maioria das pessoas imagina. A cidade guarda a casa de Monteiro Lobato, a memória de Mazzaropi, um distrito italiano e paisagens que pouca gente de fora conhece. Nesta lista, reuni os 10 lugares que todo visitante deveria ver.

Sou taubateano e cresci passeando por boa parte deles. Alguns marcaram a minha infância. Outros eu só aprendi a valorizar depois de adulto.

Antes de começar, um aviso importante. A ordem desta lista segue os lugares mais conhecidos e procurados pelos turistas. Ela não é uma nota de qualidade. Cada ponto tem seu charme e seu público.

Aqui, apresento cada lugar de forma rápida: o que ele é e o que dá para fazer lá. Nos próximos artigos, vou detalhar um por um, com história, horários, dicas práticas e as minhas lembranças. Então, se algum chamar a sua atenção, fique de olho no blog.

1. Museu Monteiro Lobato (Sítio do Pica-pau Amarelo)

Não tinha como começar por outro lugar. O museu funciona na casa onde Monteiro Lobato nasceu e passou a infância. É um casarão do século 19, cercado por uma grande área verde.

Por dentro, a casa guarda móveis, objetos da época e primeiras edições dos livros do escritor. Do lado de fora, a festa fica por conta dos personagens. Atores vestidos de Emília, Narizinho, Visconde e companhia circulam pelo espaço e conversam com as crianças.

O passeio também tem teatro, brinquedoteca, oficinas e muito espaço para piquenique. E a entrada é gratuita, o que sempre ajuda no passeio em família.

Fui lá incontáveis vezes na infância, com a escola e com os meus pais. Ainda hoje acho um dos passeios mais gostosos da cidade. É o tipo de lugar que diverte a criança e emociona o adulto que cresceu com as histórias do Sítio.

2. Museu Mazzaropi

Se Lobato é o orgulho literário de Taubaté, Mazzaropi é o orgulho do cinema. O artista criou o caipira mais famoso das telas brasileiras e tem uma ligação profunda com a cidade.

O museu fica no Hotel Fazenda Mazzaropi, perto da fazenda onde ele gravou a maioria dos seus filmes. O acervo reúne equipamentos, objetos e cenários dessas produções.

Para mim, a visita é uma viagem ao Brasil do interior que Mazzaropi retratou com tanto humor. Quem cresceu vendo os filmes dele na televisão vai reconhecer muita coisa logo na entrada. E quem não conhece tem a chance de descobrir um capítulo importante da nossa cultura popular.

Também acho curioso como a cidade une dois nomes tão diferentes. Lobato escreveu sobre o caipira nos livros, e Mazzaropi levou essa figura para o cinema. É um passeio rápido, mas cheio de história e de boas risadas.

3. Distrito de Quiririm

Quiririm é um pedaço da Itália dentro de Taubaté. O distrito cresceu com a imigração italiana no fim do século 19 e até hoje mantém essa identidade.

O grande programa por lá é comer bem. As cantinas funcionam o ano todo, com massas, vinhos e receitas de família. O ponto alto do calendário é a Festa Italiana, que reúne pratos típicos e atrai gente de toda a região.

Vale também conhecer o Museu da Imigração Italiana. Ele ocupa um prédio erguido entre 1897 e 1903 e conta como os italianos chegaram para trabalhar nas lavouras da região, no lugar da mão de obra escrava.

Eu sempre recomendo Quiririm para um almoço de fim de semana sem pressa. O clima é tranquilo, e as ruas têm um jeito de cidade pequena. Depois da refeição, uma caminhada pelo distrito completa o passeio.

4. Casa do Figureiro

Taubaté tem uma tradição que pouca gente de fora conhece: a dos figureiros. São artesãos que modelam figuras de barro, uma arte que existe há mais de 150 anos na cidade.

Tudo começou com os presépios de Natal. Muitas famílias faziam as próprias figuras em casa, e o costume virou uma marca de Taubaté. Com o tempo, as peças ganharam novos temas e cores, sem perder o jeito simples e popular.

A Casa do Figureiro reúne exposições desse trabalho e funciona como um centro dessa cultura. O espaço também oferece aulas de escultura para crianças e jovens da comunidade.

Acho bonito ver as novas gerações aprendendo uma tradição tão antiga. Para quem gosta de artesanato, é parada obrigatória. E, para qualquer visitante, é uma ótima forma de entender a alma da cidade, que vai muito além dos museus famosos.

5. Catedral de São Francisco das Chagas

No coração do centro está a Catedral de São Francisco das Chagas. Ela é a principal igreja de Taubaté e um dos cartões-postais da cidade.

A construção impressiona pelo tamanho e pela arquitetura. Por dentro, o ambiente convida ao silêncio, mesmo com o movimento do comércio logo ali fora. É um contraste que sempre me chama a atenção.

A visita combina bem com um passeio a pé pela região central. Dá para conhecer a catedral, caminhar pelas ruas do comércio e observar os prédios antigos que ainda resistem por ali. Em poucos quarteirões, você sente um pouco da história da cidade.

Eu gosto de entrar na catedral nas tardes mais tranquilas, só para apreciar os detalhes com calma. Para quem é católico, as missas e celebrações tornam a visita ainda mais especial. E, para quem não é, a arquitetura já vale a parada.

6. Santuário de Santa Terezinha

Poucas igrejas no Brasil têm um título tão curioso. Segundo a história local, o Santuário de Santa Terezinha é o único santuário do mundo em estilo neogótico dedicado à santa.

O estilo salta aos olhos logo na chegada. As linhas verticais e os arcos pontiagudos dão ao prédio um ar europeu, bem diferente das igrejas mais comuns da região.

O santuário recebe fiéis e visitantes durante o ano inteiro. Além da fé, ele atrai quem gosta de arquitetura e de fotografia. Os detalhes da fachada rendem boas fotos, principalmente com a luz do fim da tarde.

Confesso que, mesmo depois de tantas vezes, ainda paro para olhar a fachada quando passo por lá. É um daqueles lugares que mostram como Taubaté guarda surpresas onde a gente menos espera. Vale reservar alguns minutos para entrar e observar o interior com calma.

7. Alto do Cristo Redentor

Quer ver Taubaté de cima? O Alto do Cristo Redentor é o lugar certo. O mirante fica em uma colina da zona sul da cidade e existe desde a década de 1950.

A grande atração é a vista panorâmica. De lá, dá para enxergar boa parte da cidade e, em dias limpos, as montanhas que cercam o Vale do Paraíba. É uma forma diferente de entender o tamanho de Taubaté.

O espaço também tem uma capela dedicada a Nossa Senhora da Paz. Muita gente sobe para rezar. Outros vão para fotografar, namorar ou só respirar um pouco longe do barulho do centro.

Minha dica é ir no fim da tarde. O pôr do sol visto do Cristo é um dos programas mais simples e mais bonitos da cidade. Leve uma água, escolha um bom lugar e aproveite o céu mudando de cor sobre o Vale.

8. Parque do Itaim

O Parque do Itaim é o melhor passeio de natureza dentro da cidade. Ele é uma área de conservação que une dois biomas: a Mata Atlântica e o Cerrado.

Lá dá para fazer trilhas, caminhar, correr e subir até o mirante. Mas o parque vai além da natureza. Ele tem uma réplica da casa de Monteiro Lobato, teatro infantil com personagens do Sítio, a Casa do Jeca Tatu e um rancho tropeiro.

Para as crianças, ainda existe uma brinquedoteca e um espaço de educação ambiental. Isso faz do parque uma ótima escolha para famílias que querem passar o dia ao ar livre.

Eu vejo o Itaim como um complemento perfeito ao Sítio do Picapau Amarelo. Em um, você conhece a casa real do escritor. No outro, mistura literatura com mata, trilha e ar puro. Juntos, os dois rendem um fim de semana inteiro de passeios.

9. Mercado Municipal

Todo bom passeio pelo centro passa pelo Mercado Municipal. Ele é um dos lugares mais tradicionais de Taubaté e mostra bem o jeito da cidade.

Nas bancas, você encontra frutas, verduras, temperos e produtos do dia a dia. O mercado também é um bom lugar para provar comidas simples e conversar com quem trabalha ali há anos.

Gosto de ir ao mercado sem lista de compras, só para passear entre as bancas. É ali que dá para sentir o ritmo da rotina taubateana, longe dos roteiros mais turísticos. O vai e vem das pessoas conta muito sobre a cidade.

Para o visitante, é uma chance de levar para casa algum produto local. Para quem mora aqui, é sempre um lugar de reencontros com vizinhos e conhecidos. E, como fica no centro, encaixa fácil no mesmo dia da visita à catedral.

10. Museu de História Natural

Fechando a lista, um passeio que encanta crianças e curiosos de todas as idades. O Museu de História Natural conta a história da Terra por meio dos seus períodos geológicos.

O acervo vai de grandes dinossauros a pequenos insetos. Ao longo da visita, o público acompanha a evolução dos animais e do ser humano, com peças que ajudam a entender cada fase.

É um ótimo programa para dias de chuva ou para quem quer unir diversão e aprendizado. As crianças costumam sair de lá cheias de perguntas, o que é sempre um bom sinal. Os adultos também se surpreendem com a variedade do acervo.

Eu acho curioso que um museu assim fique justamente na cidade da literatura infantil. Combina muito com a imaginação que Taubaté desperta em quem passa por aqui. Dinossauros e personagens do Sítio dividem a mesma cidade, e isso diz muito sobre ela.

Conclusão

Estes são os pontos turísticos de Taubaté que, na minha opinião, todo visitante deveria conhecer. Com eles, você já monta um roteiro completo de cultura, fé, natureza e boa comida.

Se ainda está em dúvida sobre o que fazer em Taubaté, comece por esta lista. E acompanhe o blog: nos próximos artigos, vou contar cada passeio em detalhes, com dicas práticas e histórias de quem cresceu aqui.

BrunoCarvalho